TCC de egresso conquista 1º lugar em premiação do CAU/SP
Projeto propõe transformar área não edificável da linha férrea de Piquerobi em espaço qualificado para a cidade
O trabalho desenvolvido pelo egresso do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Paulo Henrique Stringari Fontolan Coleti, conquistou o 1º lugar na Regional de Presidente Prudente, na categoria Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), da premiação Boas Práticas em Mudanças Climáticas e Adaptabilidade, promovida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP).
Intitulado “Do residual ao parque: intervenção na área não edificável da linha férrea de Piquerobi – SP”, o projeto foi desenvolvido no segundo semestre de 2024, durante a graduação, sob orientação do professor Victor Martins de Aguiar.
A cerimônia de entrega do prêmio ocorreu em São Paulo, durante a 3ª Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas, realizada nos dias 7 e 8 de agosto. Representando a Unoeste, participaram o professor Victor Martins de Aguiar e a professora Marcela do Carmo Vieira.
Projeto transforma espaço residual em área de uso público
A proposta desenvolvida por Paulo Henrique parte da análise de uma área não edificável associada à linha férrea de Piquerobi (SP) e propõe sua transformação em um parque, atribuindo uma nova função a um espaço que atualmente apresenta potencial de qualificação urbana.
Além de propor uma intervenção no território, o trabalho dialoga com questões contemporâneas da arquitetura e do urbanismo, como sustentabilidade, adaptação às mudanças climáticas, resiliência urbana e aproveitamento qualificado de áreas residuais.
Para o egresso, o reconhecimento pelo CAU/SP representa o encerramento de uma etapa importante da formação acadêmica e também está relacionado ao desejo de contribuir com a cidade onde vive.
“Receber o 1º lugar na Premiação CAU/SP foi um momento de profunda felicidade e realização. O Trabalho de Conclusão de Curso que desenvolvi carrega um significado especial para mim, pelo reconhecimento, mas sobretudo pelo que ele representa no meu percurso acadêmico e pessoal”, afirma Paulo Henrique.
O projeto também tem um significado afetivo para o arquiteto, já que Piquerobi é um município com o qual mantém uma relação pessoal. Segundo ele, desenvolver uma proposta para a cidade foi uma maneira de transformar o desejo de contribuir com o território em um projeto concreto.
“Desde o início da graduação em Arquitetura e Urbanismo, sentia o desejo de contribuir de forma concreta com a cidade onde vivo. Projetar para Piquerobi, um lugar que guarda grande carga afetiva, foi a forma de transformar esse desejo em proposta. O trabalho fechou com chave de ouro toda a minha trajetória na graduação”, destaca.
Paulo também atribui parte importante da conquista à formação recebida durante o curso e ao acompanhamento ao longo do desenvolvimento do TCC.
O egresso ainda destaca o papel da família e dos amigos durante a graduação. “Sou grato também, em especial, ao apoio fundamental dos meus familiares e amigos, que me acompanharam e incentivaram ao longo de todo o caminho”, completa.
Reconhecimento valoriza formação acadêmica
Para a coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo, professora doutora Mayara Pissutti Albano, a premiação evidencia tanto a qualidade do trabalho desenvolvido pelo egresso quanto o compromisso do curso com uma formação conectada às demandas atuais da sociedade.
Segundo a coordenadora, a conquista representa mais do que um resultado individual. “Ele evidencia a qualidade da formação oferecida pelo curso, o compromisso de nossos docentes com a orientação acadêmica e a capacidade de nossos estudantes de desenvolverem propostas que respondam a questões atuais e relevantes para a sociedade e para o território”, destaca.
Mayara também pontua a relação entre o projeto premiado e os debates contemporâneos da arquitetura e do urbanismo. “O trabalho demonstra justamente esse compromisso ao propor uma reflexão sobre a transformação de espaços residuais e sua potencial contribuição para a qualificação urbana e para a adaptação às mudanças climáticas”, comenta.
Conferência amplia debate sobre atuação profissional
Além da cerimônia de premiação, a 3ª Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas promoveu discussões sobre diferentes temas relacionados à atuação profissional, entre eles a Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS).
A iniciativa busca ampliar o acesso da população de menor renda aos serviços de arquitetura e urbanismo, aproximando a atuação profissional de demandas relacionadas à habitação e à qualidade dos espaços urbanos.
O tema também se relaciona às discussões realizadas pelo Núcleo de Prestação de Serviços à Comunidade (NPSC/Dual) da Unoeste, que estuda a possibilidade de oferecer ATHIS à população de menor renda.
Para a coordenadora, a participação na conferência contribui para aproximar a comunidade acadêmica dos desafios que fazem parte da atuação profissional. “Para nós, enquanto curso, é especialmente significativo que essa conquista esteja relacionada a temas que também vêm sendo discutidos institucionalmente, como a sustentabilidade, a resiliência urbana e a ATHIS. A participação na Conferência amplia ainda mais essa perspectiva, aproximando nossos docentes e estudantes das discussões e desafios contemporâneos da profissão”, salienta.
O reconhecimento, segundo Mayara, reforça o compromisso do curso com uma formação que ultrapassa o desenvolvimento técnico. “Recebemos essa premiação com muito orgulho e, sobretudo, como um estímulo para continuarmos fortalecendo uma formação acadêmica comprometida com a qualidade dos projetos, com a responsabilidade social e com a construção de cidades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis”, sinaliza.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste