Unoeste estreita parceria com Angola durante visita
Visita aproxima a Unoeste de Angola e abre possibilidades de intercâmbio, uso de tecnologias educacionais e formação acadêmica
A Unoeste deu mais um passo para ampliar sua presença internacional ao receber, em Presidente Prudente, o angolano Joaquim Inácio Vaz de Piedade, chefe do Departamento de Comunicação, Inovação Tecnológica e Modernização de Serviços do Inaarees, órgão regulador do ensino superior em Angola. A visita teve como objetivo aproximar as instituições, apresentar a estrutura da universidade e prospectar possibilidades de cooperação na área da educação e tecnologia.
A aproximação começou a partir de um contato entre Joaquim e a professora Renata Miranda França, coordenadora de Expansão de Polos do Núcleo de Educação a Distância (Nead) da Unoeste. O processo levou cerca de um ano até a concretização da visita, que inclui uma programação para que o representante angolano conheça diferentes espaços e projetos da universidade.
Para a vice-reitora da Unoeste, Alexandra de Oliveira Lima, a aproximação representa uma oportunidade de levar a experiência e o conhecimento produzido pela instituição para além das fronteiras brasileiras.
“Eu acho extremamente importante, porque nós temos um ensino de muita qualidade, mas ele é muito localizado aqui no interior de São Paulo. Então, é muito importante a gente conseguir levar a nossa marca e o conhecimento do nosso ensino não somente para fora do Brasil, mas também para fora da região”, destaca.
Segundo Alexandra, a possível cooperação com Angola também contribui para ampliar o reconhecimento da Unoeste no cenário internacional. “Eu acredito que essas parcerias vão levar o nosso nome para outros patamares”, afirma.
Tecnologia como ponte para a cooperação
Durante a visita, Joaquim foi recepcionado no campus 1 da Unoeste, em Presidente Prudente pelo pró-reitor Acadêmico, Dr. José Eduardo Creste, ao lado da vice-reitora. Também estiveram presentes a professora Renata e Ana Paula Caetano, supervisora de relacionamento de polos, do Nead.
Após a reunião, o visitante conheceu ambientes de inovação e tecnologia da Unoeste, incluindo espaços vinculados ao Projeto Beta, como a Sala Beta, a Arena Lab, LabMit e o novo espaço, o Laboratório de Multitecnologias. Também teve contato com recursos tecnológicos utilizados na formação acadêmica, entre eles soluções de inteligência artificial e ferramentas de realidade virtual aplicadas ao ensino.
A experiência chamou a atenção do representante angolano, principalmente pela capacidade da universidade de desenvolver e aplicar tecnologias voltadas à educação.
“Uma coisa é vocês adquirirem uma tecnologia de fora; outra coisa é vocês produzirem essa tecnologia. E isso se chama inovação, acompanhada de modernização”, pontua Joaquim.
Na Sala Betha, ele destacou a possibilidade de utilizar recursos interativos para tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico. Também conheceu uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para auxiliar o estudante na identificação de sua vocação e no direcionamento para uma área de formação.
Para Joaquim, iniciativas como essas podem contribuir para preparar profissionais mais alinhados às próprias habilidades e interesses.
“Isso o ajuda bastante, não só a instituição, ao tirar proveito do potencial do aluno, mas também no direcionamento daquilo que são as capacitações e as formações dos profissionais que vão sair daqui”, explica.
Outro momento que despertou interesse foi a utilização de óculos de realidade virtual para visualização e interação com estruturas do corpo humano.
“Eu tenho a certeza de que, se a Unoeste continuar com essa capacidade e esse interesse de inovar e modernizar os seus cursos, com certeza vocês continuarão mantendo esse rigor na qualidade do ensino”, afirma.
Possibilidades de intercâmbio entre Brasil e Angola
A visita ocorre em um momento de prospecção de possibilidades de cooperação entre a Unoeste e instituições de Angola. De acordo com Alexandra, neste primeiro momento, a agenda tem caráter de aproximação e conhecimento da estrutura universitária. A legislação angolana também impede que a cooperação seja estabelecida, neste momento, no formato tradicional de polo de Educação a Distância.
Por isso, uma das possibilidades discutidas é o uso de ferramentas e tecnologias educacionais desenvolvidas pela Unoeste.
A expectativa é que a aproximação possa evoluir para novas formas de intercâmbio acadêmico e tecnológico, respeitando as características e a legislação de cada país.
Joaquim considera que a cooperação pode gerar benefícios para os dois lados, especialmente pela possibilidade de compartilhar conhecimentos e experiências na área educacional.
“Gostaria muito que a Unoeste pudesse também ter essa capacidade de fazer intercâmbio com outras instituições de ensino superior nas áreas de formação que ela oferece”, afirma.
Para ele, uma parceria mais ampla poderia beneficiar instituições de ensino superior de Angola e fortalecer a relação entre os dois países.
“Acredito que, se isso acontecer, quem sai ganhando são todas as instituições de ensino superior de Angola e, acima de tudo, os dois países. São dois países irmãos, que falam a mesma língua”, ressalta.
Doutorado e novos caminhos
Além da agenda institucional, a visita também abriu uma possibilidade de aproximação acadêmica. Joaquim demonstrou interesse em realizar seu doutorado em Educação na Unoeste e já iniciou conversas com representantes da instituição.
Para o representante angolano, a experiência vivenciada durante a visita reforçou o interesse pela universidade.
“Como pesquisador e profissional na área de Educação, mais direcionada para a parte tecnológica, eu estou saindo daqui renovado e inspirado. O conhecimento que vou adquirir aqui, por parte da Unoeste, será inspirador para que eu também possa compartilhar isso no meu país”, completa.
A aproximação também tem um significado simbólico para Joaquim, que destacou a história da Unoeste e a contribuição da instituição para Presidente Prudente.
“Como alguém que trabalha com políticas públicas de Educação, vejo que o fundador da universidade [Agripino de Oliveira Lima Filho] fez toda a diferença para esta cidade” afirma, ao se referir à trajetória do fundador da universidade.
A visita representa, assim, mais do que o conhecimento da estrutura da Unoeste: é uma oportunidade para estabelecer pontes entre Brasil e Angola por meio da educação, inovação e tecnologia, criando possibilidades para novos intercâmbios e futuras cooperações internacionais.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste