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Prevenção cardiovascular exige atenção aos fatores de risco

Cardiologista explica por que histórico familiar, hábitos de vida e acompanhamento médico são importantes para reduzir riscos


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Foto: Leandro Nigre Protótipo do coração em laboratório da Unoeste com mulher ao fundo, representando médica
Segundo especialista, associação entre diferentes condições pode aumentar ainda mais a possibilidade de desenvolvimento de doenças

As doenças cardiovasculares continuam entre os principais desafios de saúde pública no Brasil, e a prevenção passa pelo reconhecimento dos fatores que aumentam o risco de problemas como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Segundo o cardiologista e professor da Medicina da Unoeste, Dr. Ricardo Migliorini Mustafá, fatores como tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, alterações do colesterol e triglicerídeos, sedentarismo, obesidade e distúrbios do sono podem ser modificados por meio de cuidados e mudanças no estilo de vida.

O especialista destaca, porém, que o risco cardiovascular não depende de um único fator. A associação entre diferentes condições pode aumentar ainda mais a possibilidade de desenvolvimento de doenças. Além disso, a intensidade de cada fator também deve ser considerada. Um diabetes, por exemplo, quando não está adequadamente controlado, pode representar um risco maior.

Histórico familiar também merece atenção

Nem todos os fatores de risco podem ser prevenidos ou modificados. Aspectos genéticos, idade e sexo biológico masculino estão entre aqueles que não podem ser alterados, mas servem como sinais de alerta para que outros fatores sejam acompanhados com maior atenção. “Os riscos cardiovasculares são múltiplos e diversos, e, se estiverem associados, provocarão aumento maior dos riscos. E não somente a quantidade destes fatores, mas também a intensidade deles isoladamente”, explica o professor de cardiologia.

Por isso, conhecer o próprio histórico de saúde e também o da família é importante para orientar o acompanhamento médico e identificar situações que possam exigir uma investigação antecipada.

Mudança de hábitos deve ser individualizada

Quando o assunto é prevenção, não existe um único hábito que possa ser considerado mais importante para todas as pessoas. Para o Dr. Ricardo, a estratégia deve levar em conta os diferentes fatores presentes em cada indivíduo. “Não costumo pontuar quais hábitos são mais valorosos, pois a ação multifatorial tem valor muito marcante. Assim, devemos agir sobre todos os fatores que estiverem presentes em cada situação”, afirma.

Foto: Cedida Dr. Ricardo Migliorini Mustafá orienta sobre fatores de risco e cuidados que contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares
Dr. Ricardo Migliorini Mustafá orienta sobre fatores de risco e cuidados que contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares
Nesse contexto, a prevenção envolve reconhecer quais mudanças são necessárias e incorporá-las à rotina. O acompanhamento de condições como hipertensão, diabetes e alterações do colesterol, associado ao combate ao sedentarismo, à obesidade e ao tabagismo, faz parte desse cuidado.

Segundo o professor, o mais importante é aceitar a necessidade de modificar hábitos de vida quando isso for necessário para reduzir os riscos.

Avaliação depende de cada pessoa

A necessidade e a frequência das avaliações cardiológicas também não são iguais para toda a população. De acordo com o especialista, a medicina passou a reconhecer novos fatores associados ao risco cardiovascular, o que faz com que a investigação seja cada vez mais individualizada. “Hoje essas avaliações dependem um pouco de caso a caso, mas existem até mesmo orientações para atenção do sedentarismo e alimentação de crianças e adolescentes; em caso de doenças de origem genética que aumentam os riscos também se deve antecipar as investigações”, explica.

Em pessoas sem sintomas, a realização de exames deve seguir as orientações médicas e os critérios de rastreamento indicados para cada situação. A presença de fatores de risco ou de histórico familiar pode modificar essa avaliação.

Sintomas não devem ser negligenciados

Embora a prevenção seja fundamental, alguns sinais precisam ser investigados. Dor no peito e falta de ar estão entre os sintomas que não devem ser ignorados. O cardiologista também cita alterações da pressão arterial, desmaios, tonturas, taquicardia ou bradicardia e inchaço nas pernas como possíveis sinais de alerta.

A manifestação dos sintomas, no entanto, pode variar de acordo com as características de cada pessoa e com os fatores de risco envolvidos. Por isso, a avaliação médica é importante mesmo quando não existem sinais considerados clássicos.

“É muito importante prestar atenção na própria história da pessoa e da família dela, fazendo avaliação médica periódica e, mesmo na ausência de sintomas clássicos, pois muitas vezes a percepção necessita de alguém com experiência no assunto”, orienta o professor.

Prevenção começa antes do problema

Mais do que esperar o aparecimento de sintomas para buscar ajuda, a prevenção cardiovascular envolve acompanhar a saúde ao longo da vida e identificar precocemente condições que possam aumentar o risco.

O histórico familiar, os hábitos cotidianos e as condições de saúde já diagnosticadas devem ser considerados em conjunto. Dessa forma, o acompanhamento médico permite estabelecer estratégias individualizadas para reduzir riscos e preservar a saúde cardiovascular.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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