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Criadores de peixes têm como agregar valor ao curtir a pele

Workshop de curtimento sustentável é ofertado pela Unoeste e está com as inscrições abertas pelo site


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Foto: João Paulo Barbosa Criadores de peixes têm como agregar valor ao curtir a pele
Couro de peixe: produto com aceitação nos mercados nacional e internacional

Em momento de plena expansão da produção de peixe na região de Presidente Prudente, a Unoeste e a Cooperativa de Assessoria Técnica e Extensão Rural (Coater) prestam contribuição aos criadores com a oferta do workshop Curtimento Sustentável: Pele de Peixe (Tilápia). Oportunidade de aprendizado para agregar valor de até 10% e promover sustentabilidade, conforme a especialista em peles exóticas Amanda Lilian Vieira Hoch; consultora que tem percorrido o Brasil dando cursos e proferindo palestras. Juntamente com a professora Rosemeire de Souza, do curso de Zootecnia; o professor Neimar Nagano, do curso de Agronomia, ela conduzirá o workshop dias 18 e 19 de outubro, no setor de piscicultura da universidade, no campus II. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.
 
Do ponto de vista econômico, a especialista comenta que o custo de curtimento por pele gira em torno de R$ 2,50, no caso da criação no próprio local de curtimento. Portanto, sem precisar de transporte. A margem de lucro é de 180%, considerando o preço de R$ 7. Cada tilápia rende duas peles, o que representa investimento de R$ 5 para lucrar R$ 9. O couro de peixe é classificado como produto refinado e tem mercado no exterior. Entre os importadores está a China e a compra ocorre por lotes de no mínimo 50 mil peles, o que tem motivado as formações de associações ou cooperativas pelo Brasil afora. A instalação de curtume de pequeno porte custa em torno de R$ 150 mil, para produzir, no mínimo, 10 mil peles por mês.
Foto: Cedida Especialista em peles exóticas Amanda Hoch conduzirá o workshop
Especialista em peles exóticas Amanda Hoch conduzirá o workshop

Neta e filha de donos de curtume em Paraguaçu Paulista (SP), Amanda comenta que, nesta atividade, o ganho ambiental é imensurável. O curtimento resolve um problema sério: o do descarte da pele, que nem urubu come. Geralmente, a pele é enterrada ou descartada em rios ou riachos. Sua família é dona do Inpele, o que a motivou em buscar especialização e desde 2005 estar no mercado trabalhando com peles de coelho, avestruz, rã, caprino, ovino, búfalo e equino, entre outras. Em 2008 começou a oferecer cursos, workshops, oficinas e palestras, tendo feito uma oficina em 2015 na Unoeste. Tem atendido produtores rurais, projetos de reforma agrária, estudantes universitários da área de ciências agrárias e técnicos agrícolas.
 
Amanda é zootecnista e avalia estar entre meia dúzia de profissionais brasileiros que conduziram integralmente suas carreiras para este segmento de curtimento de pele de peixe, de tal forma a aconselhar os estudantes das agrárias a investir nessa área e contribuir com o atendimento da demanda que existe no país. Amanda tem prestado serviços nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Pará, Tocantins e Rondônia. Seu entendimento é de que a criação de peixe e o aproveitamento em toda sua cadeia produtiva podem se tornar promissores na região de Presidente Prudente, devido ao enorme potencial hidrográfico que inclui dois grandes rios, propícios à criação em tanques, que são o Paraná e o Paranapanema.
 
Serviço – Inscrições pelo site.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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