Projeto Meninas na Stem tem em 2026 mais uma edição exitosa
Foram mais de 340 participantes que participaram de oficinas focadas em ciência, tecnologia, engenharia e matemática
“Quando vão embora, sempre pedem para voltar. No ano letivo seguinte, perguntam se vai ter e quando será”, conta a professora de biologia Adriele Paiva ao retornar em 2026 para mais uma edição do projeto Meninas na Stem – sigla de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, realizado pela sétima vez na Unoeste.
A escola na qual leciona – a Takako Suzuki, de Narandiba – tem um histórico de seguidas participações e na atual edição, que ocorreu de segunda-feira (25) a sexta-feira (29) na semana passada, trouxe duas turmas: uma na terça (26) e outra na quinta (28). Assim como a professora Adriele, outras são egressas desta universidade.
A primeira atividade da atual edição foi com alunas da Escola Professor Moacyr Teixeira, de Estrela do Norte, e ocorreu no laboratório de informática do Bloco B2, no campus 2 onde ficam todos os laboratórios utilizados nas atividades do programa. A maioria das alunas de todas as escolas envolvidas foi do ensino médio.
O acompanhamento foi das professoras de ciências e biologia Josyane de Moura Silva Vanderlei e de biologia Kellen Cris do Nascimento Lescovar. Atuando como monitora, a aluna ingressante do curso de Sistemas de Informação, Nicole Barnack Molinari, abriu encontro falando sobre a temática que norteia o programa: a figura feminina na pesquisa científica.
Mulheres exemplos
Dentre os exemplos sobre o quanto as mulheres são capazes de produzir novos conhecimentos, citou que inglesa Ada Lovelace (1815-1852), matemática e escritora, criou o primeiro algoritmo; e que Evelyn Boyd Granville (1924–2023) foi a primeira negra norte-americana a conquistar o título de doutora em matemática.
Uma fala dentro do que se propõe o projeto e que serve de estímulo para as meninas estarem no lugar que quiserem. A proposta do Meninas na Stem é despertar o interesse das jovens pelas carreiras ligadas à inovação, tecnologia e pesquisa, aproximando as participantes da vivência universitária e das possibilidades profissionais nessas áreas.
Participaram alunas das escolas estaduais Moacyr Teixeira, de Estrela do Norte; Takako Suziki, de Narandiba; Formozinho Ribeiro, Miguel Omar Barreto e Francisco Pessoa, de Presidente Prudente; Oscar Pedroso Horta, de Santa Mercedes; e Maria José Toledo, de Pirapozinho.
Também participaram alunas da Escola Municipal Monteiro Lobato, de Sandovalina; Sesi Antônio Scalon (jardim Vila Real) e Colégio Presbiteriano, de Presidente Prudente. Ao todo foram 342 alunas de 12 escolas, com a Moacyr Teixeira e a Takako envolvendo duas turmas, em dias diferentes.
Propostas diferentes
Estiveram envolvidos na organização, realização e atendimento 24 professores que contaram com as participações de 75 alunos monitores. Conforme a professora doutora Patrícia Alexandra Antunes, coordenadora dos cursos de Química semipresencial e Engenharia Química presencial, a edição 2026 proporcionou algumas observações interessantes.
“Este ano percebemos um número maior de professoras que são egressas da Unoeste e trouxeram as alunas. Escolas que vieram pela 2ª ou 3ª vez. As oficinas, embora sejam as mesmas dos anos anteriores, as propostas ofertadas foram diferentes”, disse sobre o evento que nas sete edições, em quatro anos, recebeu cerca de 3 mil meninas.
Os laboratórios onde aconteceram as oficinas foram os de Química, Informática, Química Medicinal, Maquetaria (arquitetura), Materiais de Construção Civil (LMCC), Engenharia Elétrica (Laspot) e de Materiais, Metrologia e Ciências Térmicas (LMMT); todos no campus 2 da Unoeste, em Presidente Prudente.
Os cursos envolvidos são os de Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, os cursos de Engenharia Mecânica, Química, Mecatrônica, Elétrica e de Produção (presenciais); Química (semipresencial); os cursos da Faculdade de Informática de Presidente Prudente (Fipp); e dois programas de pós-graduação: Ciências da Saúde e Meio Ambiente.
Projeto consolidado
A Dra. Patrícia afirma que o Meninas na Stem é um projeto consolidado, com edições em 2018, 2019 (suspenso na pandemia do conavírus) e retomado em 2022. Conta que hoje existem alunas na universidade, em cursos da área da Stem, que participaram mais de uma vez do projeto; e escolas que participam em várias edições.
Além das meninas que querem seguir na área da Stem, existem professores que se encantam tanto, que desejam voltar ao ensino superior, para fazer pós-graduação. Comenta ser um trabalho de muitas mãos, com uma equipe enorme de monitores e professores, com a ajuda de profissionais de outros setores.
Cita os departamentos Comercial e de Marketing; e o apoio da Pró-reitoria de Extensão e Ação Comunitária (Proext) com as ofertas de materiais e lanches. Ao dizer ainda que o objetivo do projeto é nobre, a Dra. Patrícia fala do objetivo de verem as meninas seguirem uma profissão com a formação superior que transforma vidas.
O projeto Meninas na Stem decorre de proposta global da Organização das Nações Unidas, lançada em 2015 através da ONU Mulheres, com a finalidade de fomentar o interesse das meninas e mulheres para as ciências; e que neste ano de 2026 instituiu o dia 11 de fevereiro como Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste