Leia no Leito realiza capacitação de estudantes voluntários
Projeto de ajuda ao próximo é voltado para contribuir na formação focada na humanização do atendimento em serviços de saúde
Com 108 alunos de cursos da área da saúde inscritos, o início das atividades do projeto Leia no Leito neste semestre ocorre com a capacitação em atuação voluntária de leituras para pacientes da Pediatria do Hospital Regional (HR) Dr. Domingos Leonardo Cerávolo.
Pela oitava vez (uma por semestre) a capacitação teve a condução da coordenadora do curso de Psicologia, a Dra. Regina Gioconda de Andrade. Realização no final de tarde e começo de noite da quinta-feira (5) no auditório Azaleia, no campus 2 da Unoeste.
A programação envolveu as contribuições dos estudantes de Psicologia Eduardo Nasário dos Santos Junior e Maria Eduarda Brabo Mendes; e de Medicina Matheus Santiago; com atuação na oferta da capacitação.
Anjos da Unoeste
A fala inicial da coordenadora incluiu as informações que o projeto foi criado em abril de 2019 pela então estudante e hoje médica Dra. Mariana Fernandes Esteves, sendo abraçado pelo Programa Anjos da Unoeste, idealizado pelo médico Dr. Gabriel Carapeba.
Outras explicações iniciais foram sobre o que é ser voluntário, como a leitura pode contribuir para o bem-estar e recuperação do paciente mediante o impacto positivo que a contação de histórias e a interação proporcionam.
A Dra. Regina destacou que o voluntariado, como o praticado no Leia no Leito, vem sendo colocado em pauta em muitos países, sendo visto como diferencial em currículos acadêmicos e residências médicas.
Experiência incrível
Eduardo Nasário classifica sua atuação em 2024 como incrível, ao ponto de proporcionar mais conexão com a psicologia hospitalar e ter noção da realidade de cada paciente, dentro de outros contextos que não estavam no seu dia a dia.
Ficou marcado em sua memória o caso de uma criança que, por causa do sofrimento de sua enfermidade, com amadurecimento antes do tempo; adquirindo sabedoria e inteligência de gente mais vivida, ao ponto de formular questionamentos bem interessantes.
Outro caso citado por Eduardo, como exemplo de impacto na sua formação em psicologia, foi de uma criança que chorava muito e se apresentava extremamente irritada com a situação de internada; para a qual a leitura gerou certa quietude.
A atuação da Maria Eduarda foi em 2023 e entende que atuar no Leia no Leito foi um choque de realidade, com casos de famílias usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) em condições financeiras precárias.
Situação que torna as pessoas mais receptíveis, que têm o projeto como contribuição muito valiosa; possivelmente com maior valor do que as que vivem em situação financeira com certo conforto.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste