Laboratório da Unoeste aproxima aluno da prática médica
Estrutura reproduz sala de parto e ambientes de cuidados neonatais, permitindo que estudantes de Medicina unam teoria e prática antes do atendimento hospitalar
A formação médica ganha uma dimensão prática quando o estudante pode experimentar, ainda na universidade, situações que encontrará no ambiente hospitalar. Na Unoeste, o laboratório de habilidades em neonatologia reproduz diferentes cenários de atendimento ao recém-nascido e permite aos alunos desenvolver conhecimentos e habilidades em um ambiente controlado.
A estrutura é utilizada nas aulas do professor Renato Lima, neonatologista e docente da Unoeste, com estudantes dos termos finais de Medicina. O espaço reproduz uma sala de parto, além de ambientes de cuidados intermediários e de terapia intensiva neonatal.
“Esse laboratório simula uma sala de parto. É um modelo de uma sala ideal, de acordo com as portarias do Ministério da Saúde e do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria. Nós também simulamos um ambiente de uma UTI neonatal”, explica Lima.
Para o professor, a estrutura permite trabalhar situações que fazem parte da realidade da assistência ao recém-nascido e que também são importantes para a formação do futuro médico.
“Embora pareça ser algo muito especializado para a graduação, isso é muito cobrado ainda nas provas de residência, noções sobre as principais comorbidades neonatais. Praticamente todas elas, em algum momento, o bebê vai precisar de uma internação de uma unidade neonatal”, afirma.
Teoria e prática no aprendizado
A experiência faz parte do módulo de Neonatologia disciplina de Pediatria. Ao longo de seis semanas, os estudantes alternam atividades em sala de aula e no laboratório para discutir as principais condições que podem acometer os recém-nascidos.
A estudante Juliana Padilha, do 9º termo, está justamente no início do internato e destaca a importância de ter esse contato prático nesse momento da graduação.
"A primeira aula que tivemos nesse laboratório foi sobre reanimação neonatal, que é um tema muito importante para o nosso currículo acadêmico. Ter aula com o Dr. Renato é muito gratificante, porque ele sabe bastante e a Unoeste oferece materiais de ótima qualidade para contribuir com o nosso aprendizado”, conta.
Segundo ela, outro diferencial está na maneira como os conteúdos são trabalhados, combinando diferentes estratégias de ensino como o método PBL (Problem Based Learning)
“Eu acho excelente essa metodologia, que é um misto de PBL com o método tradicional, atrelando a parte teórica junto com a prática”, completa Juliana.
Realidade hospitalar
Em uma das aulas, sobre icterícia neonatal, os alunos analisaram casos clínicos de diferentes níveis de gravidade e discutiram as possibilidades de diagnóstico e tratamento.
Para a estudante Larissa Eberhardt Benedicto, também do 9 º termo, o contato direto com os equipamentos é um dos aspectos mais importantes da experiência.
“Eu gosto muito da união da teoria com a prática e dos equipamentos, que realmente são hospitalares. O professor nos ensina a mexer neles, e então, a gente não chega cru ao hospital. Isso acho muito importante, além de a teoria ser dada de uma forma mais concreta, discutindo casos”, relata.
A estudante também destaca que o laboratório permite uma preparação que nem sempre ocorre no próprio ambiente hospitalar, onde a dinâmica de atendimento pode dificultar o primeiro contato do aluno com determinados equipamentos.
Icterícia é exemplo de situação vivenciada no laboratório
A escolha da icterícia como tema da aula também permite aos estudantes trabalhar uma condição frequente entre os recém-nascidos. Segundo o neonatologista, aproximadamente 60% dos bebês nascidos a termo apresentam icterícia, enquanto entre os prematuros a incidência chega a 80%.
“É uma comorbidade que não tem como não ser estudada porque, numa visita, por exemplo, num hospital de alojamento conjunto, se você tiver 10 bebês de termo, seis vão ter icterícia, estatisticamente. Então os alunos precisam saber dominar esse assunto, porque é uma comorbidade que sempre vai aparecer numa unidade de saúde, numa UBS, num pronto-socorro, numa maternidade”, explica.
Durante a atividade, os estudantes discutem desde quadros mais leves até situações que exigem intervenções, como a fototerapia. Em casos extremos, também conhecem a indicação de procedimentos mais complexos, como a exsanguinotransfusão, procedimento de emergência e alta complexidade que substitui o sangue do bebê, pelo sangue de um doador compatível.
Formação para situações reais
Lima considera que os estudantes que aprendem com a experiência avançam na formação mais preparados para reconhecer e conduzir situações relacionadas ao atendimento neonatal.
Além da estrutura, o especialista também ressalta que as atividades são fundamentadas em documentos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Os alunos recebem previamente as referências para leitura e utilizam esse conteúdo como base para as discussões e atividades práticas.
A atividade no laboratório de neonatologia mostra, assim, como a infraestrutura de práticas da Unoeste pode integrar conhecimento teórico, simulação e desenvolvimento de habilidades ao longo da graduação, aproximando o estudante das situações que fazem parte da rotina médica.
Quer conhecer mais sobre a estrutura e a formação oferecida pela Unoeste? Conheça a Faculdade de Medicina da Unoeste e veja como a prática faz parte da graduação.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste