Gravações de “45 Dias” movimentam campus 2 da Unoeste
Produção nacional reúne elenco conhecido, envolve estudantes e transforma espaços acadêmicos em cenário de cinema durante uma semana de filmagens
A rotina universitária ganhou novos contornos nesta terça-feira (28) na Unoeste. Corredores, salas e espaços acadêmicos deram lugar a câmeras, iluminação e equipes de produção, transformando o campus em um verdadeiro set de cinema. A movimentação chamou a atenção de alunos e colaboradores, que acompanharam de perto os bastidores de uma produção nacional.
A universidade voltou a receber gravações de um longa-metragem, consolidando-se como cenário para produções audiovisuais. Desta vez, o campus 2, em Presidente Prudente, recebeu parte das filmagens de “45 Dias”, um drama inspiracional que reúne nomes conhecidos do público brasileiro.
Espaços, como a Capela Nossa Senhora Aparecida, e as dependências do curso de Gastronomia ganharam destaque nas cenas, contribuindo para a construção estética e narrativa do filme. Além disso, alunos e colaboradores da Unoeste participaram como figurantes, vivenciando de perto a experiência cinematográfica.
Para muitos estudantes, o contato com o universo do cinema foi inédito. O aluno do 5º termo de Medicina Veterinária, Michel Charlois Moreno, destacou o impacto da experiência. “É algo inovador. Eu não imaginava viver isso dentro da faculdade. É muito legal aprender um pouco mais sobre esse universo”, afirma.
A colega de curso, Nicole de Ávila, também ressaltou a oportunidade. “É uma experiência totalmente nova. A gente consegue entender melhor como funciona todo o processo de produção de um filme. É muito interessante estar mais próximo disso”, comenta.
História de superação inspira produção
O longa “45 Dias” conta a história real de Roger Chedid, atleta de alta performance que, após descobrir uma grave lesão na coluna cervical, precisa enfrentar uma cirurgia de alto risco. Antes do procedimento, ele decide viver intensamente um período de reflexão sobre sua trajetória, escolhas e propósito de vida.
A narrativa aborda temas como superação, fé e transformação pessoal, elementos que, segundo o elenco e a produção, vão além do entretenimento.
Protagonista do filme, o ator Paulinho Vilhena, que interpreta Roger na fase adulta, destaca a complexidade do personagem. “É um grande desafio. São várias camadas, diferentes momentos da vida dele. E poder conviver com o Roger no set torna tudo ainda mais forte e verdadeiro”, afirma.
O ator Rafael Cardoso, que interpreta Régis, irmão do protagonista, também reforça o impacto da história. “É um privilégio estar aqui contando essa trajetória. É um trabalho que vai além do cinema, tem um papel social. É uma história que pode tocar e transformar pessoas”, diz.
Já o ator Oscar Pardini destaca o alcance emocional do projeto. “É um trabalho que ilumina, que faz a gente refletir. Às vezes, pequenas atitudes podem impactar profundamente a vida de alguém. Esse é o papel desta produção”, comenta.
Também estiveram na Unoeste nesta terça-feira os atores Oscar Magrini, Monica Carvalho, Gabi Borba, Juliana Schalch e Olivetti Herrera. A produção também terá a participação do ator prudentino Miguel Carapeba, filho do Dr. Gabriel de Oliveira Lima Carapeba, que dará vida ao personagem principal na infância.
Produção destaca parceria com a Unoeste
O diretor Walther Neto explica que a escolha pela Unoeste vai além da estrutura. “Existe uma relação de confiança. Fomos muito bem recebidos anteriormente, e isso faz diferença. Além dos cenários, o apoio da instituição é fundamental para contar uma história como essa”, afirma.
Ele também revela que algumas cenas foram pensadas especificamente para o campus. “A cena na capela, por exemplo, foi escrita já imaginando esse espaço. O ambiente contribui diretamente para a força da narrativa”, destaca.
A expectativa da produção é levar o filme para circuitos internacionais. “Nosso planejamento é apresentar o longa em festivais e ampliar o alcance dessa história”, completa o diretor.
Vivência real no set
Para o próprio Roger Chedid, acompanhar as gravações tem sido uma experiência intensa. “Estou revivendo momentos importantes da minha vida. Histórias difíceis e também muito bonitas. O objetivo é ajudar as pessoas a valorizarem mais a vida e serem mais gratas pelo que elas têm e são”, afirma.
A presença constante do protagonista no set também foi um diferencial para o elenco, que pôde construir os personagens com base em relatos reais.
Unoeste como cenário do cinema
Esta não é a primeira vez que a Unoeste se transforma em set de filmagem. Em 2025, a universidade recebeu as gravações do filme “Deixe-me Viver”, também com elenco nacional e grande repercussão. As produções reforçam o potencial da instituição como espaço para o audiovisual, aliando estrutura, diversidade de cenários e apoio institucional.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste