Fécula vegetal reduz custo do cultivo in vitro de orquídeas
Também minimiza impactos ambientais ao substituir insumos industrializados e importados extraídos de algas marinhas
Féculas vegetais constituem alternativas eficientes, sustentáveis e economicamente viáveis para o cultivo in vitro de orquídeas, com potencial de aplicação em programas de conservação e em produção comercial.
A constatação é de pesquisa cuja dissertação foi levada à defesa pública na sexta-feira (20) junto ao Programa de Pós-graduação em Agronomia, pelo qual a Unoeste oferta em Presidente Prudente mestrado, doutorado e pós-doutorado.
A autora do estudo, a bióloga Laís Nogueira Watanabe desenvolveu a pesquisa e produziu a dissertação com a orientação do professor doutor Nelson Barbosa Machado Neto, sendo aprovada para receber o título de mestre em Agronomia.
Trabalho elogiado pelos avaliadores Dr. José Eduardo Creste, pela Unoeste onde atua como professor e pró-reitor Acadêmico; e Dra. Maria Auxiliadora Milaneze-Gutierre, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Produto comercial
Além da beleza natural que mantém a orquídea em evidência no comércio de flores e do seu valor ecológico em contribuir com o equilíbrio dos ecossistemas inclusive, é um produto comercial de consumo interno e de exportação.
Féculas vegetais foram testadas como geleificantes alternativos para o cultivo in vitro de quatro espécies de orquídeas do gênero Cattleya e quatro espécies: brevicaulis, velutina, jongheana e loddigesii.
As féculas foram de mandioca, batata-doce e arroz, como substitutas do geleificante ágar, extraído de algas marinhas. Conforme o Dr. Nelson, o ágar chega a representar 5% do custo de cada planta e a fécula 0,01%.
As variáveis avaliadas foram o número de folhas, comprimento da raiz e biomassa, que no experimento indicaram que as féculas como agentes geleificantes alternativos foram capazes de sustentar o crescimento e o desenvolvimento das plântulas (embriões).
Melhores respostas
Orientanda e orientador contam que entre os tratamentos avaliados, a fécula de arroz proporcionou melhores respostas à morfologia vegetal, enquanto as féculas de mandioca e batata-doce apresentaram desempenho satisfatório.
São resultados que responderam aos objetivos específicos do estudo, que foram os de comparar o desempenho biológico e o custo-benefício dos três agentes geleificantes à base de fécula vegetal.
Com relação à perspectiva econômica e ambiental, a substituição do ágar por féculas vegetais proporcionou vantagens, por reduzir custo de produção e por minimizar impactos ambientais ao reduzir sequestro de carbono.
A conclusão apresentada na dissertação é de que as féculas vegetais avaliadas constituem alternativas eficientes, sustentáveis e economicamente viáveis para o cultivo in vitro de orquídeas.
Com bolsa de estudo
Aprovada no mestrado, Laís já passou no processo seletivo para o doutorado, mas irá esperar o próximo com o intuito da obtenção de bolsa do estudo. O mestrado foi com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Após formada em Ciências Biológicas pela Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente (Faclepp/Unoeste), Laís lecionou durante três anos seguidos em três escolas da rede pública estadual em Presidente Prudente.
As aulas foram na Escola Professora Mirella Pesce Desidere, na Cohab; Escola Professora Anna Antônio, no parque Castello Branco; e Escola Professora Clotilde Veiga de Barros, no jardim Santana.
Ao trazer alunos para a Feira de Profissões da Unoeste em 2023 foi estimulada pelo professor Dr. Nelson, de quem foi estagiária durante a graduação, a participar da seleção para o mestrado e deu certo.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste