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Em solo arenoso pastagem dá sustentação à produção agrícola

Condição confirmada em tese sobre a busca de melhor entendimento de sistemas integrados em solos com situações restritivas 


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Foto: Homéro Ferreira Em solo arenoso pastagem dá sustentação à produção agrícola
Dr. Tiritan, o autor da tese Marcello, Dr. Edemar e Dr. Marcelo

Pesquisa para produção de tese deixa importante orientação aos produtores rurais de propriedades como solos arenosos, como ocorre na região do oeste paulista que tem Presidente Prudente como sede regional.

A síntese do legado é que em solo arenoso a pastagem é que dá sustentação à produção agrícola. Portanto, é aconselhado o sistema integrado pastagem e lavoura para obter melhores resultados produtivos e econômicos nas safras agrícolas.

Especialista referência em estudos sobre integração lavoura pecuária (ILP), o Dr. Edemar Moro afirma que na região oeste do estado de São Paulo a principal a atividade do agronegócio é a pecuária e essa condição está mais uma vez confirmada.

Constatação sustentada em denso estudo que resultou na tese do engenheiro agrícola Marcello Augusto Dias da Cunha, levada à defesa pública esta semana e que resultou na provação para obtenção do título de doutor.

Junto ao Programa de Pós-graduação em Agronomia (PPGA) da Unoeste, a pesquisa foi desenvolvida nos anos de 2022 e 2023 na fazenda Ybyeté Porã, localizada no município de Rancharia, a 59 km de Prudente.

Sistemas integrados

A tese “Indicadores de qualidade de produção em sistemas de produção agrícola em solos arenosos” consiste em colaboração ao entendimento dos sistemas integrados em solos arenosos sob condições restritivas.

Conforme o autor, basicamente a abordagem foi sobre aspectos relacionados à microbiologia dos solos e o fracionamento químico da matéria orgânica, tendo como pressuposto mais importante de ser a base dos sistemas agropecuários.

“Desde que começamos a trabalhar com ILP no oeste paulista, falamos que a atividade principal é a pecuária. As culturas anuais, como soja e milho, entram como fator para recuperar a fertilidade do solo, mas têm dependência muito grande da pastagem”, afirma o Dr. Edemar.

Para o especialista, mesmo quem tem como foco principal a agricultura, precisa pensar na integração e entender que após de dois anos seguidos de lavoura é preciso recuperar a qualidade dos solos arenosos.

Um meio eficaz e provavelmente mais econômico é o sistema integrado, com a pastagem recuperando qualidade mediante o aumento da matéria orgânica, o que melhora a atividade microbiológica do solo.

Foto: Homéro Ferreira Marcello: aprovado para receber o título de doutor em Agronomia
Marcello: aprovado para receber o título de doutor em Agronomia

Contribuição da tese 

O orientador afirma que no excelente trabalho de Marcello ficou evidente que a pastagem recupera a qualidade microbiológica e qualidade do solo como um todo. “Portanto, pastagem é imprescindível para a agricultura em solos arenosos”, argumenta.

O estudo remete à recomendação de que agricultura em solos arenosos precisa se sistema integrado, principalmente nas propriedades sem condições de fazer irrigação, mas também nas que tenham essa condição.

A pastagem recupera matéria orgânica, contribui para estruturar a física do solo, melhora a microbiologia e dá sustentabilidade no ambiente de produção. “Sem pastagem não dá para fazer agricultura em região veranico, como é o oeste paulista”, pontua o orientador.

Carioca e com a família radicada em Brasília, Marcello conta que descobriu que em Prudente havia era um centro de tecnologia proeminente e que atua muito com análises clínicas em laboratório; que é a Unoeste.

A descoberta ocorreu através do engenheiro agrônomo que trabalha com agricultura regenerativa e professor universitário Ronaldo Trecenti, com a indicação de que procurasse pelo Dr. Edemar, exatamente por ser especialista e referência em ILP.

Além das expectativas

Marcello diz que deixar Brasília para estudar na Unoeste em Prudente superou expectativas. “Uma coisa é ouvir referências verbais. Outra coisa é conviver, trabalhar a pesquisa com excelente aparato técnico e estar com pessoas afetivas”, pontua.

Formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e com mestrado na Universidade de Brasília (UnB), Marcello teve sua tese de doutorado elogiada pelos avaliadores internos e externos, que também fizeram apontamentos.

Compuseram a banca pela Unoeste o Dr. Carlos Sérgio Tiritan e Dr. Marcelo Raphael Volf. Um dos avaliadores externo foi o Dr. Gilberto Gonçalves Leite, da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UnB.

O outro avaliador externo foi o Dr. Rodrigo Arroyo Garcia, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa em seu centro a pesquisa agropecuária Oeste/Doutorados, no Mato Grosso do Sul. 

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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