Concurso na educação básica projeta luz contra intolerância
Iniciativa do Grupo de Trabalho de Segurança no Ambiente Escolar é aberta à participação de escolas públicas e particulares
Está lançado oficialmente o concurso de vídeos educativos com o tema intolerância, promovido pelo Grupo de Trabalho de Segurança no Ambiente Escolar. Podem participar escolas públicas e particulares.
As inscrições serão de segunda-feira (25) a sexta-feira (29) da próxima semana. Poderão participar alunos do 4º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Os envios dos vídeos serão no dia 30 de junho. Haverá premiação para os melhores.
Durante o lançamento, na manhã de terça-feira (12) na Diretoria Regional de Ensino, o promotor da Infância e da Juventude e presidente do grupo Dr. Marcos Akira promoveu dinâmica com as luzes do auditório apagadas e acesas as dos celulares.
Isso para dizer, que uma pessoa pode ser luz na vida de outra pessoa, como agente de transformação, sem pedir nada em troca. Da sua atividade ficou o entendimento de que o concurso nas escolas de educação básica projeta luz contra a intolerância.
Para o dirigente da Diretoria de Ensino Região de Presidente Prudente, professor Roni Leite Andréa, a “campanha” é mais que um concurso, por ter o significado de fazer educação com respeito e contra a intolerância.
Números expressivos
A rede estadual de ensino tem 26 escolas em Prudente, sendo duas apenas com ensino fundamental e 24 com ensinos fundamental e médio. Juntas possuem 11.830 alunos que deverão ser impactados pelo concurso.
A rede municipal possui 32 escolas que ofertam o ensino fundamental do 1º a 5º ano, conforme apurado junto à secretária municipal de Educação, Karina Gomes. São 9 mil alunos. Na rede particular são 21 escolas com ensino fundamental e médio.
Pelo Sindicato das Escolas Particulares, em dados regionais publicados em O Imparcial são 180 escolas e 30 mil estudantes; boa parte em Prudente. São números que indicam o quanto o concurso pode impactar direta e indiretamente milhares de pessoas.
O delegado Mateus Nagano, representando a Polícia Civil, disse que em sua rotina tem observado a escalada da violência, ao ponto de somente na segunda-feira (11) ter lavrado três boletins de ocorrências de preconceito, com instauração de inquéritos.
“O que vale no concurso é a reflexão das crianças e de todos”, pontuou o delegado. Com participação em nome da Polícia Militar, o capitão Marcos Vinicius Furlanetto Poletto contou ter sido preciso dobrar a ronda escolar.
Resistência à violência
Antes era uma viatura fazendo ronda, agora são duas. Condição que tem relação com intolerância, ainda que a polícia tenha atuado na área da educação, através do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).
Pela Pró-reitoria de Extensão e Ação Comunitária da Unoeste (Proext), a coordenadora geral de ações extensivas professora Cidinha Martines, enalteceu o concurso que tem nos alunos o efeito multiplicador em suas famílias.
O programa Unoeste + Cultura foi citado como exemplo de contribuição na disseminação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), dentre os quais está a educação de qualidade. Boa parte da atuação tem sido em escolas de tempo integral.
A assessoria de secretaria da Secretaria Municipal de Educação (Seduc) de Presidente Prudente, professora Maria de Cássia Omito, também enalteceu o concurso e contou que a cultura da paz é trabalhada na rede pública do município.
Representando a rede de ensino, a professora Renata Ceará, destacou que a prevenção de todo tipo de violência é muito importante, especialmente no ambiente escolar. Sua fala foi no sentido de reconhecimento ao mérito do concurso.
Calma e paciência
Em nome do Sesi, a diretora da unidade do Parque Furquim, professora Olga Boscoli chamou a atenção para o antídoto a intolerância, que são a calma e a paciência de um contar com o outro; e que isso pode afetar muitas vidas.
Pelo Conselho Tutelar, Jeová Ribeiro Pereira, falou da integração do órgão no grupo realizador do concurso e seu dirigiu ao público, formado por gestores escolares, para reafirmar a parceria de atendimento às escolas.
Todos que falaram tiveram lugar na mesa, incluindo o capitão Emerson de Barros Bermudes que juntamente com o colega de farda capitão Poletto representaram o 18º Batalhão e o Comando de Policiamento do Interior (CPI-8).
O cerimonial foi conduzido pela professora da rede Cristiane Kempe, que atua na Seduc, fazendo a locução e no apoio a professora da rede estadual Rosalyn Sales Nogueira; elogiadas pelo promotor Akira, pelo suporte ao concurso.
Os momentos culturais foram com pintura de tela pelo artista plástico e professor Josué Pantaleão, responsável pelo programa Unoeste + Cultura; apresentação musical pelo estudante Rodrigo Varago Fabri; e dança por alunos da Escola Municipal Ocyr Azevedo.
Relações com a Unoeste
Em sorteio, foi contemplado com o quadro o vice-diretor da Escola Municipal Vila Alvarez, professor Leandro Aparecido Tonietti. Rodrigo, que cantou duas músicas ao violão, é da Escola Marina Ernestina Natividade Antunes (Mena), de Indiana.
Aluno do 3º ano do ensino médio, o estudante tem um histórico escolar brilhante, incluindo intercâmbio de três meses na Nova Zelândia, pelo Programa Prontos para o Mundo, o que o colocou em evidência na mídia nacional e na página oficial do Ministério da Educação (MEC).
Rodrigo tem a meta de ingressar na Faculdade de Informática de Presidente Prudente (Fipp/Unoeste), a mesma instituição onde seu pai Leandro Catalão fez o curso de Direito e seu avô Antônio Fabri Catalão fez diferentes cursos na área das ciências humanas.
Os “momentos” Unoeste no evento também contaram com as falas do promotor Akira ao comentar que lecionou por 15 anos no curso de Direito; e da professora Olga que atuou lecionando e conduzindo encontros de formação docente.
Pelo município também está envolvida a secretarias de Mobilidade Urbana (Semob). Outra parceria é do Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc). O concurso tem recebido apoio da mídia local, com a divulgação.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste