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Setembro Amarelo: maioria dos suicídios poderia ser evitada

Em alusão ao mês, atividade realizada pela Unoeste trouxe psicóloga e psiquiatra para um bate-papo virtual com alunos e funcionários


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Foto: Divulgação Setembro Amarelo: maioria dos suicídios poderia ser evitada
Campanha Setembro Amarelo reforça a importância de acreditar e acolher quem pede ajuda

Os dados preocupam: somente em 2019, mais de 700 mil pessoas tiraram a própria vida, o que representa uma pessoa a cada 100 mortes. As informações são da Organização Mundial de Saúde (OMS) e são reforçadas neste mês dedicado à prevenção do suicídio. Uma das metas é falar mais sobre o assunto. A Unoeste, que realiza campanha interna desde 2018, realizou nesta quinta-feira (16) uma live sobre saúde mental, conduzida por profissionais da saúde, com a participação de alunos e funcionário. 

Organizado pelo Serviço Universitário de Apoio Psicopedagógico (SUAPp) e o Núcleo Institucional de Desenvolvimento Pedagógico (Nidep) da Pró-reitoria Acadêmica (Proacad), a atividade teve como convidados a psicóloga Paula Lima Castro e o médico psiquiatra Paulo Rezende. Ambos atuam em hospital psiquiátrico de Jaú (SP). O bate-papo foi conduzido pelas psicólogas do SUAPp, dos campi de Prudente, Jaú e Guarujá, Jhenifer Dias, Ana Paula Fabrin, Carmem Lúcia Dias, Cecília Emília de Oliveira Creste e Maria Letícia Marcondes de Oliveira.

A conversa teve início trazendo à tona o momento vivido na pandemia da Covid-19, que aumentou consideravelmente a procura por terapia e acompanhamento psicológico. Alguns dos motivos, segundo Paula, foram o medo da doença e suas consequências, dificuldade de adaptação, entre outras razões.  “Percebemos que mesmo as pessoas que conseguiam lidar com questões emocionais sozinhas, viram que precisavam de ajuda. As pessoas se sentem vulneráveis e causa um medo gigantesco no que está por vir”, destaca Paula. 

O médico psiquiatra lembrou de outro dado interessante revelado em pesquisas durante pandemias anteriores. “Mostra que a incidência de transtorno mental é até maior do que a incidência da própria doença. Isso porque, além da pessoa afetada com a doença, também atinge mais seis ao seu redor”, relata. 

Sinais de alerta

Quem está passando por algum transtorno emocional emite alertas que devem ser observados pela própria pessoa, familiares ou indivíduos do convívio. Os alertas podem ser qualquer mudança de comportamento, abuso de substância lícitas ou ilícitas, quadros de transtorno de humor (depressão ou transtorno bipolar) e tentativa prévia de suicídio. 

O psiquiatra reforça a importância de perceber qualquer alteração na saúde física e emocional. “Outros fatores podem prejudicar essa condição, principalmente entre adolescentes e jovens, como as redes sociais, onde o mundo se mostra perfeito e a pessoa se questiona o porquê só ela não é assim; além do cyberbullying”, pontua. E como a família pode ajudar? “Primeiro de tudo é acreditar e acolher a pessoa que está pedindo ajuda”.

Foto: Reprodução Durante live, profissionais destacam que na maioria das vezes o suicídio poderia ser evitado; mas é preciso estar atento aos sinais
Durante live, profissionais destacam que na maioria das vezes o suicídio poderia ser evitado; mas é preciso estar atento aos sinais

Mitos relacionados ao suicídio

Este assunto também esteve presente no bate-papo. Conforme a psicóloga Paula, ainda existe quem entenda que falar sobre suicídio pode induzir alguém a cometê-lo também. Mas ela frisa ser mito e reforça a importância de falar sobre o tema, mas, claro, sempre com o cuidado que merece.

Outro mito: Quem fala que vai se matar, não faz? ou Quem tenta se matar é louco? Os profissionais alertam que na maioria das vezes uma ameaça é um pedido de ajuda, sendo que a grande maioria dos suicídios poderia ser evitada. “A pessoa só tem esse pensamento e faz a tentativa porque está num desespero muito grande. E existe um gap de uns 15 minutos de que a pessoa no impulso acaba concretizando o suicídio. Mas estudos mostram que se essa pessoa consegue passar desses 15-20 minutos, ela se arrepende depois. Então, por isso, é tão importante o Centro de Valorização à Vida (CVV), que funciona 24 horas”, comenta o psiquiatra.

A psicóloga completa que o indivíduo que pensa no suicídio tem uma grande dificuldade em lidar com aquilo que ele entende como sofrimento insuportável. “A pessoa vai pedir para morrer quando ela está em contato com a limitação dela. Na verdade ela quer se livrar da dor, não da vida!”.

Medidas de proteção

Valorizar e sentir as pequenas coisas da vida é uma forma de avaliar a saúde mental. “Se estamos conseguindo aproveitar as coisas simples do dia a dia, é porque estamos indo bem. Caso contrário, a gente precisa buscar ajuda”, pontua o médico. Ele também inclui como medidas de proteção a prática de atividade física regular; fazer algo que te agrade, como dança, música, pintura, jogo, enfim; e ter uma religião.

Serviço Universitário de Apoio Psicopedagógico

Conforme a professora e psicóloga Ana Paula Fabrin, o estudante da Unoeste pode realizar o agendamento na Área do Aluno, dentro da aba “Apoio ao Estudante”. Lá tem os horários disponíveis para o atendimento e é só agendar on-line. Ela ressalta que a campanha de prevenção ao suicídio tem ênfase em setembro, mas é permanente na universidade desde 2018 através do site Suicídio Não (unoeste.br/suicidionao). “E o SUAPp também está à disposição o ano todo para amparar os alunos nesta temática”, finaliza.

Suicídio Não!

“Calma, respira, não pira”. Esse é o mote da campanha interna da Unoeste para alertar a população sobre a prevenção ao suicídio, bem como levar conhecimento e conscientização sobre a valorização à vida. Mais informações sobre a campanha, materiais para downloads e canais de ajuda, através da página Suicídio Não

Perdeu a palestra?

Alunos e funcionários que não assistiram ao evento, ainda podem visualizar a palestra por meio do link que foi enviado por e-mail.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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