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Gestão Financeira ajuda a entender a multipropriedade

Conhecimentos sobre custos, investimentos, riscos e planejamento ajudam o consumidor a avaliar a compra compartilhada de imóveis para férias.


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Foto: Alexsandra Izar Estudante utiliza calculadora e anotações durante atividade relacionada à área de Gestão Financeira
Gestão Financeira desenvolve competências para analisar custos e avaliar investimentos

A Gestão Financeira contribui para a tomada de decisões em diferentes situações, inclusive na aquisição de uma multipropriedade. Esse modelo permite que diferentes pessoas sejam proprietárias de uma mesma unidade e tenham direito de utilizá-la em períodos determinados.

Na Baixada Santista, já há empreendimentos comercializados nesse formato, especialmente em Praia Grande. Embora a proposta possa atrair quem frequenta o litoral com regularidade, a compra exige uma análise que vai além do valor anunciado. Antes de comprar, é preciso entender como funciona o modelo, os custos envolvidos e se a aquisição combina com o perfil do consumidor.

O que é multipropriedade?

Regulamentada no Brasil pela Lei nº 13.777/2018, a multipropriedade permite que diferentes pessoas tenham frações de tempo de um mesmo imóvel, com direito de utilização em períodos determinados. Cada fração deve ter, no mínimo, sete dias, e o calendário pode ser fixo, flutuante ou misto.

Na prática, em vez de uma única pessoa utilizar um apartamento destinado às férias durante todo o ano, diferentes proprietários compartilham a unidade e têm direito aos períodos previstos. Por isso, não se trata apenas de uma reserva de hotel: existe uma relação de propriedade e também obrigações relacionadas ao imóvel.

Gestão Financeira e a multipropriedade

A avaliação de uma multipropriedade envolve conhecimentos relacionados ao planejamento financeiro, à análise de custos, aos investimentos e aos riscos. Antes de comprar, é importante considerar não apenas a parcela do financiamento, mas também despesas recorrentes e possíveis alternativas para utilizar o dinheiro.

Para o professor Valério Zago Marassi, do Curso de Educação Financeira da Unoeste, uma decisão de compra deve considerar todos os compromissos financeiros envolvidos.

“A aquisição vai muito além da parcela do financiamento”, segundo o docente. No caso da multipropriedade, entram nessa análise despesas como condomínio, IPTU, taxas de intercâmbio, Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), despesas de cartório e encargos de eventual financiamento.

Comparação entre alternativas

Outro conhecimento importante da Gestão Financeira é a análise do custo de oportunidade, que considera o que poderia ser obtido caso determinado recurso fosse destinado a outra alternativa.

Na compra de uma fração de multipropriedade, o consumidor pode comparar o custo mensal da aquisição com o valor de hospedagens semelhantes. Para o professor, essa avaliação deve considerar também a possibilidade de manter o dinheiro investido.

“Deve-se somar o valor da parcela mensal do financiamento da fração com a taxa de condomínio e comparar: ‘Com esse valor mensal, eu conseguiria pagar as diárias de um hotel do mesmo padrão, na mesma época do ano, sem me imobilizar”?

A análise também deve levar em conta a frequência das viagens, a evolução dos preços das diárias e o rendimento que o dinheiro utilizado na compra poderia gerar.

Riscos e liquidez também precisam ser avaliados

A Gestão Financeira prepara o profissional para analisar riscos e compreender a liquidez, que representa a facilidade de transformar um bem em dinheiro por meio da venda.

Esse aspecto é relevante na multipropriedade porque, de acordo com Marassi, o mercado secundário ainda é pouco desenvolvido.

“A liquidez é baixíssima, muito inferior à de um imóvel convencional”.

Assim, a possibilidade de revenda, o prazo para encontrar compradores e a eventual necessidade de aceitar um valor inferior ao investido devem fazer parte da decisão.

A expectativa de valorização também exige cautela. Um aumento no preço de tabela durante a construção ou comercialização não garante que a fração será revendida pelo mesmo valor.

Estrutura do curso de Gestão Financeira EAD

Na Unoeste, a faculdade EAD de tecnologia em Gestão Financeira tem duração de quatro semestres e oferece uma formação voltada ao planejamento, à análise e à gestão dos recursos financeiros.

A matriz curricular inclui disciplinas como Matemática Financeira, Mercados Financeiros e de Capitais, Investimentos em Ativos Financeiros, Avaliação de Risco de Crédito, Gestão de Custos e Formação de Preços, Análise das Demonstrações Contábeis e Planejamento Financeiro.

O curso também contempla Análise de Dados e Dashboards, Indicadores de Conjuntura Econômica, Simulação Empresarial, Capital de Giro e conteúdos relacionados à inteligência artificial e à tecnologia.

Atuação profissional

O tecnólogo em Gestão Financeira pode atuar em indústrias, empresas de comércio e serviços, bancos, corretoras, distribuidoras de valores, organizações públicas e instituições do terceiro setor.

Entre as possibilidades estão funções de analista, assistente, supervisor, coordenador e gestor financeiro, além de atividades em consultoria e assessoria.

A formação prepara o estudante para analisar custos, investimentos, riscos, orçamento, fluxo de caixa, capital de giro e desempenho financeiro, contribuindo para decisões mais fundamentadas.

Conheça o curso de Gestão Financeira EAD da Unoeste e venha estudar em uma das melhores universidades do estado de São Paulo!

 

 

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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