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Biblioterapia retorna com atividade no Lar Maanaim

Ação reuniu crianças e adolescentes em uma experiência com literatura, criatividade e expressão de sentimentos


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Foto: Alexsandra Izar Stephanie segura um livro infantil durante atividade de biblioterapia no Lar Maanaim, acompanhada pela professora Aline Cacozzi
Stephanie apresenta livro durante atividade do Projeto Biblioterapia no Lar Maanaim, em Guarujá.

A leitura pode abrir caminhos para a imaginação, a criatividade e a expressão de sentimentos. Com essa proposta, o Projeto Biblioterapia da Unoeste Guarujá retomou suas atividades nesta sexta-feira (9), com uma ação no Lar Maanaim, instituição que acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O encontro contou com a leitura do livro Pedro Coelho, de Beatrix Potter, oficina de dobradura e uma dinâmica em que os participantes registraram palavras relacionadas à experiência.

A atividade foi realizada pela estudante de Psicologia Stephanie de Lima Lustosa, com orientação e participação da professora Aline Cacozzi e colaboração do professor de Pedagogia e artista plástico Josué Pantaleão da Silva, que também é coordenador do programa Unoeste + Cultura. A proposta integrou literatura e expressão artística em uma experiência de acolhimento e interação.

Leitura e arte na prática

Após a leitura de Pedro Coelho, o professor conduziu uma oficina de dobradura de coelhos. A atividade manual foi seguida de uma dinâmica de expressão: nas orelhas das figuras de papel, os adolescentes escreveram palavras que representavam o que o encontro havia significado para eles.

A combinação entre história, criação artística e expressão individual buscou proporcionar aos participantes uma experiência que fosse além da leitura. Ao final da programação, foi oferecido um lanche, encerrando o encontro com um momento de convivência.

De acordo com Pantaleão, a arte possibilita explorar a imaginação e expressar aspectos pessoais.

“A atividade que envolve a arte tem um significado, porque consegue mover as pessoas para um mundo imaginário. Nesse mundo, cada um desperta o que tem no seu íntimo e descobre sua sensibilidade, sua alegria e suas manifestações”, afirma.

O professor também avaliou positivamente a experiência e destacou o vínculo construído durante a atividade. “A gente percebe que, nós, alunos e professores da Unoeste, fazendo essa parte, ganhamos um pedacinho no coração deles”, relata.

Acolhimento e novas experiências

A importância de iniciativas como essa também foi destacada pela psicóloga do Lar Maanaim, Kauany Figueiredo. Segundo ela, atividades educativas e culturais estimulam a participação e contribuem para o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes acolhidos.

“É uma visita essencial porque os coloca na prática da atividade, estimula a parte pedagógica e complementa o trabalho que precisamos desenvolver em parceria com a educação”, explica.

Kauany também observa que, devido ao caráter protetivo do acolhimento, os jovens podem ter menos contato com experiências externas. Nesse contexto, atividades como a proposta pela Unoeste ajudam a ampliar as vivências e a diversificar a rotina.

“O acolhimento acaba se tornando uma bolha para eles, por ser uma questão protetiva que os tira da rotina, de certa forma. É uma maneira de reintegrá-los ao mundo com a orientação correta”, afirma.

Fundado em 1996, o Lar Maanaim é uma associação sem fins lucrativos que acolhe crianças e adolescentes e atua na garantia de seus direitos. No momento da visita, a instituição atendia 8 acolhidos, embora tenha capacidade para receber até 20.

Retomada das atividades

Nesse reinício do projeto, Stephanie conta que estava um pouco nervosa antes da visita, por não saber como seria o primeiro contato com os jovens do local. Depois da atividade, porém, sentiu vontade de retornar e preparar novas experiências de leitura.

“Quero voltar lá mais vezes, levar leituras que eles gostem, que aproveitem e pelas quais se interessem, para que também possam fazer perguntas. Agora, mal posso esperar pela próxima vez”, relata.

Próximos passos

O projeto também tem como perspectiva envolver outros estudantes, para que mais pessoas possam conhecer a proposta e contribuir para sua continuidade. A jovem deseja que a experiência possa futuramente alcançar outros espaços, como escolas, abrigos e hospitais.

Stephanie acredita que a leitura pode funcionar como instrumento de acolhimento, reflexão e desenvolvimento socioemocional. A intenção é ampliar as oportunidades de contato com a literatura e estimular novas vivências, respeitando as características e necessidades de cada público.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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