Biblioterapia retorna com atividade no Lar Maanaim
Ação reuniu crianças e adolescentes em uma experiência com literatura, criatividade e expressão de sentimentos
A leitura pode abrir caminhos para a imaginação, a criatividade e a expressão de sentimentos. Com essa proposta, o Projeto Biblioterapia da Unoeste Guarujá retomou suas atividades nesta sexta-feira (9), com uma ação no Lar Maanaim, instituição que acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O encontro contou com a leitura do livro Pedro Coelho, de Beatrix Potter, oficina de dobradura e uma dinâmica em que os participantes registraram palavras relacionadas à experiência.
A atividade foi realizada pela estudante de Psicologia Stephanie de Lima Lustosa, com orientação e participação da professora Aline Cacozzi e colaboração do professor de Pedagogia e artista plástico Josué Pantaleão da Silva, que também é coordenador do programa Unoeste + Cultura. A proposta integrou literatura e expressão artística em uma experiência de acolhimento e interação.
Leitura e arte na prática
Após a leitura de Pedro Coelho, o professor conduziu uma oficina de dobradura de coelhos. A atividade manual foi seguida de uma dinâmica de expressão: nas orelhas das figuras de papel, os adolescentes escreveram palavras que representavam o que o encontro havia significado para eles.
A combinação entre história, criação artística e expressão individual buscou proporcionar aos participantes uma experiência que fosse além da leitura. Ao final da programação, foi oferecido um lanche, encerrando o encontro com um momento de convivência.
De acordo com Pantaleão, a arte possibilita explorar a imaginação e expressar aspectos pessoais.
“A atividade que envolve a arte tem um significado, porque consegue mover as pessoas para um mundo imaginário. Nesse mundo, cada um desperta o que tem no seu íntimo e descobre sua sensibilidade, sua alegria e suas manifestações”, afirma.
O professor também avaliou positivamente a experiência e destacou o vínculo construído durante a atividade. “A gente percebe que, nós, alunos e professores da Unoeste, fazendo essa parte, ganhamos um pedacinho no coração deles”, relata.
Acolhimento e novas experiências
A importância de iniciativas como essa também foi destacada pela psicóloga do Lar Maanaim, Kauany Figueiredo. Segundo ela, atividades educativas e culturais estimulam a participação e contribuem para o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes acolhidos.
“É uma visita essencial porque os coloca na prática da atividade, estimula a parte pedagógica e complementa o trabalho que precisamos desenvolver em parceria com a educação”, explica.
Kauany também observa que, devido ao caráter protetivo do acolhimento, os jovens podem ter menos contato com experiências externas. Nesse contexto, atividades como a proposta pela Unoeste ajudam a ampliar as vivências e a diversificar a rotina.
“O acolhimento acaba se tornando uma bolha para eles, por ser uma questão protetiva que os tira da rotina, de certa forma. É uma maneira de reintegrá-los ao mundo com a orientação correta”, afirma.
Fundado em 1996, o Lar Maanaim é uma associação sem fins lucrativos que acolhe crianças e adolescentes e atua na garantia de seus direitos. No momento da visita, a instituição atendia 8 acolhidos, embora tenha capacidade para receber até 20.
Retomada das atividades
Nesse reinício do projeto, Stephanie conta que estava um pouco nervosa antes da visita, por não saber como seria o primeiro contato com os jovens do local. Depois da atividade, porém, sentiu vontade de retornar e preparar novas experiências de leitura.
“Quero voltar lá mais vezes, levar leituras que eles gostem, que aproveitem e pelas quais se interessem, para que também possam fazer perguntas. Agora, mal posso esperar pela próxima vez”, relata.
Próximos passos
O projeto também tem como perspectiva envolver outros estudantes, para que mais pessoas possam conhecer a proposta e contribuir para sua continuidade. A jovem deseja que a experiência possa futuramente alcançar outros espaços, como escolas, abrigos e hospitais.
Stephanie acredita que a leitura pode funcionar como instrumento de acolhimento, reflexão e desenvolvimento socioemocional. A intenção é ampliar as oportunidades de contato com a literatura e estimular novas vivências, respeitando as características e necessidades de cada público.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste