Além do preparo de pratos, chef de cozinha lidera negócios
Profissional é responsável por gestão de equipes, controle de custos e planejamento estratégico, além da criação de experiências gastronômicas para os clientes
A imagem do chef de cozinha associada exclusivamente ao preparo de pratos já não representa a realidade da profissão. Atualmente, o mercado exige profissionais capazes de unir conhecimento técnico, visão estratégica e habilidades de liderança para administrar operações gastronômicas cada vez mais complexas.
Segundo o professor do curso de Gastronomia da Unoeste, André Schwenck Franco Maciel, cozinhar é apenas uma parte das atribuições desempenhadas dentro de uma cozinha profissional. O trabalho envolve desde a gestão financeira até a coordenação de equipes e o cumprimento de normas sanitárias.
“O dia a dia de um chef envolve principalmente a gestão. Isso inclui controle de estoque, cálculo de custos, engenharia de cardápio, gestão de pessoas e garantia do cumprimento das normas de segurança alimentar. O chef é o maestro que mantém a operação rentável, segura e com padrão de qualidade”, explica.
Muito além da cozinha
Para construir uma carreira sólida na área, o profissional precisa desenvolver tanto competências técnicas quanto comportamentais. O domínio de cortes, métodos de cocção, química dos alimentos e gestão financeira é fundamental, mas as chamadas soft skills também têm papel decisivo.
Entre elas, destacam-se a liderança, a resiliência, a inteligência emocional e a disciplina. Em um ambiente marcado por prazos curtos e alta demanda, essas competências são determinantes para garantir eficiência operacional e qualidade nos serviços prestados.
A formação acadêmica tem contribuído para ampliar a visão dos futuros profissionais. Além das técnicas culinárias, os estudantes entram em contato com disciplinas relacionadas à gestão, marketing, legislação e administração de empreendimentos gastronômicos.
Formação para liderar
De acordo com o docente, a graduação oferece uma compreensão mais ampla da gastronomia e prepara o aluno para ocupar cargos estratégicos.
Essa preparação também amplia as possibilidades de atuação profissional. Atualmente, os chefs podem trabalhar em restaurantes, hotéis, consultorias, eventos corporativos, serviços de catering, hospitais, indústrias alimentícias, instituições de ensino e produção de conteúdo digital.
O crescimento de modelos como delivery e dark kitchens também tem transformado o setor, exigindo dos profissionais conhecimentos relacionados à logística, experiência do consumidor e inovação.
Desafios e oportunidades
Entre os principais desafios enfrentados pelos chefs de cozinha estão o controle dos custos operacionais, a retenção de talentos e a adaptação às novas exigências dos consumidores.
A busca por alimentação saudável, sustentabilidade e transparência na origem dos ingredientes tem influenciado diretamente a elaboração dos cardápios. Além disso, cresce a procura por opções voltadas a públicos com restrições alimentares, como dietas veganas e alimentos sem glúten ou lactose.
Para os jovens que desejam ingressar na área, o professor destaca que existe uma diferença significativa entre cozinhar por hobby e atuar profissionalmente.
“No hobby, a pessoa cozinha quando quer e para quem deseja. Na profissão, existe responsabilidade, pressão por resultados e necessidade de repetir padrões de qualidade diariamente. É preciso gostar do processo, da rotina e dos desafios que fazem parte da carreira”, conclui.
Aqueles que desejam seguir carreira podem conhecer também os processos seletivos da universidade por meio da página de Vestibulares da Unoeste, que reúne informações sobre cursos, formas de ingresso e bolsas de estudo.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste