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Multiprofissional em Saúde Coletiva com Ênfase em Saúde da Família e Comunidade - CONNECT

Pré-matrícula

30/07/2021
10/03/2022

Matrícula

01/03/2022
10/03/2022

Início do curso

26/03/2022

Apresentação

As estratégias para interromper o empobrecimento e a vulnerabilidade das famílias, no século XX, ocorrem de forma diferenciada, segundo diferentes 'Estados de Bem-Estar', nas sociedades capitalistas. Porém, ante a crise do Estado de Bem-Estar e crescente custo dos serviços públicos e privados requer-se solução familiar, ao menos parcial, em termos de reduzir a sua dependência. O Programa de Saúde da Família (PSF) coloca a família nas agendas das políticas sociais brasileiras em 1994, refletindo tanto interesses do modelo neoliberal como de forças sociais solidárias. Vê-se que tal inclusão gerou multiplicidade de abordagens tais como: família/indivíduo; família/domicílio; família/indivíduo/domicílio; família/comunidade; família/risco social; família/família. Essas abordagens, por não dialogarem entre si, acabam por compor um quadro insuficientemente identificado, dificultando a assistência. Sugere-se exame das condições apontadas como forma de dar, efetivamente, vez à família. A família é assinalada enfaticamente como unidade básica da sociedade e como tal deveria ser fortalecida. As diversas formas de família, em diferentes sistemas culturais, sociais e políticos são reconhecidas. Também se reconhece as importantes mudanças na composição e vida familiar, decorrentes do processo de rápida transformação demográfica e socioeconômica; condições como migração e mudanças conjunturais, com rebaixamentos socioeconômicos, aumentam as pressões sobre a família. Os objetivos traçados com relação à família requeriam, entre outros, a elaboração de políticas e leis que apoiassem a família, que contribuíssem para a sua estabilidade, que levassem em conta sua pluralidade, que promovessem a igualdade de oportunidades para os membros da família, em especial das mulheres e crianças. A preocupação com o crescimento da violência e consolidação do conceito de famílias de risco produziu uma pauta de discussão mais ampla dos problemas familiares. Por fim, o surgimento do Programa de Saúde da Família (PSF), na década de 90, apoiado pelo Ministério da Saúde, reflete a valorização da família nas agendas das políticas sociais brasileiras. O PSF também pode ser justificado em função das mudanças sociopolíticas operadas no País, dada à consolidação crescente da proposta neoliberal, que determina desinvestimento em saúde, em especial no âmbito hospitalar/curativo. Assim, tanto as exigências de um mundo globalizado, interessado na redução de custos dos serviços sociais e de saúde, requerendo lucros crescentes, mas, também, buscando a minimização de conflitos sociais, como as preocupações da sociedade com a desagregação social, impulsionaram a formulação, pelo Estado, de políticas públicas em direção à família, sendo o PSF uma das traduções desses movimentos. O Programa de Saúde da Família (PSF) constitui-se como processo de reforma incremental do Sistema Único de Saúde (SUS), recebendo a missão de ser o eixo estruturante da organização dos serviços no âmbito do sistema público de saúde no Brasil .Inicialmente formulado como programa, passa a ser definido e defendido como estratégia, especialmente a partir de 1997, data da segunda publicação do Ministério da Saúde sobre conceitos, objetivos, diretrizes e implementação do PSF. O PSF estrutura-se em uma unidade de saúde, com equipe multiprofissional, que assume a responsabilidade por uma determinada população, em território definido, onde desenvolve suas ações. Integra-se numa rede de serviços, de forma que se garanta atenção integral aos indivíduos e famílias, assegurando-se a referência e contrarreferência para os diversos níveis do sistema, de problemas identificados na atenção básica. Em abril de 2003, o PSF estava implantado em 4.276 municípios brasileiros, dispondo do total de 17.608 equipes de saúde da família (ESF), efetuando a cobertura de 57.850.891 de pessoas. Tais dados apontam para a importante difusão, interiorização dos profissionais de saúde e ampliação da cobertura da população com ações de saúde.

Objetivos

Geral: Desenvolver competências (conhecimento, habilidades e atitudes) necessárias aos profissionais de saúde, para realização de um cuidado integral aos indivíduos, famílias e comunidade, de acordo com os princípios do SUS e da ESF.

Específicos:
- Qualificar os profissionais para elaboração e realização de estratégias para promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde dos indivíduos, famílias e comunidade;
- Desenvolver conhecimentos e habilidades para resolver os problemas mais frequentes das áreas, de ordem biológica, social ou psicológica;
- Propiciar o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades para aplicação da epidemiologia na prática diária da equipe de saúde;
- Desenvolver a habilidade de comunicação e o trabalho interdisciplinar entre os profissionais das equipes de saúde;
- Desenvolver conhecimentos e habilidades para melhorar a integração das Equipes de Saúde da Família com a comunidade e com os demais níveis de saúde local;
- Instrumentalizar os profissionais para a formação de novos profissionais de saúde na perspectiva da educação permanente e da integração ensino-serviço;
- Discutir as ferramentas de trabalho utilizadas na ESF para um cuidado qualificado;
- Propiciar o entendimento dos indivíduos em suas singularidades e diversidades de gênero, étnico-racial e cultural;
- Estimular a prática de planejamento, análise e avaliação das informações produzidas, a fim de traçar as metas de atuação da ESF;
- Propiciar conhecimentos das bases legais e os aspectos relativos à gestão do processo de trabalho na ESF.

Público-alvo

Profissionais graduados na área da saúde, tais como enfermeiros, médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, psicólogos, dentistas, educadores físicos e farmacêuticos.

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