Pesquisador assume função diretiva em comitê internacional
Atuação tem a missão de propor ações e políticas públicas de conservação da biodiversidade na América do Sul
A União Internacional para Conservação da Natureza (IUNC), a maior e mais antiga organização ambiental global do mundo, indica e convida pesquisadores para formar e coordenar o subgrupo sul americano da Comissão de Sobrevivência de Espécies (SSC), com a missão de propor ações e políticas públicas de conservação da biodiversidade. São dois membros da comissão: o brasileiro Dr. Nelson Barbosa Machado Neto, vinculado à Unoeste, e a colombiana Dra. Nicola Flanagan, da Universidade Javeriana. Ao mesmo tempo, a pesquisadora Dra. Ceci Castilho Custódio, também vinculada à Unoeste, foi convidada para compor o Seed Specialist Group (SSG).
Há cerca de dois meses existiam os subgrupos América e Caribe, quando ocorreram as indicações e os convites para organização do subgrupo na América do Sul, região de maior biodiversidade; conforme conta o Dr. Nelson e anuncia que até o final deste mês será realizada reunião para definições de agenda, estratégias, captação de recursos de linhas de pesquisa. Participarão do encontro inicial especialistas de seis países: Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru. O trabalho será com bancos de sementes, lista vermelha (espécies ameaçadas de extinção) e polinização; começando com orquídeas para depois replicar em outros subgrupos botânicos.
Vários benefícios
A proposta é a de, a partir dos experimentos científicos com orquídeas, criar modelos para outras espécies de plantas de alto valor, sem praticar o extrativismo, ou seja: a retirada de recursos naturais. A busca é para que explorações econômicas agrícolas ocorram de maneira sustentável. O exemplo dado é o da produção de baunilha, trepadeira que pertence à família das orquídeas. A planta que serve para uso aromático cresce em baixo de árvore, de tal forma que a sua produção em escala comercial requer reflorestamento. Planta que tem uma espécie de alto valor agregado; sendo a baunilha comum a segunda especiaria mais cara do mundo; só perdendo para o açafrão.
Ao oferecer tais explicações, o Dr. Nelson afirma que o potencial econômico é muito grande, com o quilo da baunilha comum na faixa de 600 dólares, o equivalente a R$ 3,1 mil. A produção por hectare (10 mil metros quadrados) é de mil kg; o que resulta em 500 kg curados. Isso representa R$ 300 mil por hectare/ano. “Para uma propriedade pequena pode ser a sustentação”, estima o pesquisador que atua na graduação e pós-graduação em Agronomia na Unoeste, que oferta mestrado e doutorado. Além do que, é uma produção que toma conta do ambiente, promove o equilíbrio das espécies, produz bem e interfere em toda a ecologia, inclusive recuperando áreas degradadas.
Histórico e avanço
As indicações e os convites formulados aos pesquisadores que atuam na Unoeste resultam de seus ótimos históricos de produção científica e toda a trajetória acadêmica, na qual estão incluídos os pós-doutorados no Real Jardim Botânico da Inglaterra, em 2013. Ocasião em que estiveram no Reino Unido, participando do Millennium Seed Bank (MSB) Project; o projeto global de armazenamento de sementes para preservação da biodiversidade mundial. Relação que nasceu em 2008, quando de convênio firmado com a Unoeste, como parte da internacionalização do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Agronomia.
Pessoal e institucionalmente, os fatos relevantes de agora são o de expandir numérica e qualitativamente as participações de pesquisadores. Antes, o Dr. Nelson já estava no SSC, desde dezembro do ano passado, e agora tem a Dr. Ceci no SSG. Além do que, anteriormente o Dr. Nelson era integrante do grupo e em sua nova missão, que teve as primeiras tratativas em agosto deste ano, passa a estar no comando juntamente com a Dra. Nicola. Situações relevantes, inclusive para contribuir que a Unoeste se mantenha como a 2ª melhor universidade particular do estado de São Paulo, em avaliação do Ministério da Educação (MEC).
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste